Maior evento anual da raça Senepol acontecerá durante a Feicorte 2010, em São Paulo

Leilão Parceiros do Senepol 2010 será realizado no dia 18 de junho, às 20h


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    O maior evento anual da raça Senepol já tem data para acontecer na Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne). É o Leilão Parceiros do Senepol 2010, que acontecerá dia 18 de junho, às 20h, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP). No ano passado, para se ter uma ideia, foi alcançado o recorde mundial da raça na venda de uma doadora POI.
    O evento é promovido pela Fazenda da Grama, de Pirajuí (SP), e seus parceiros: Genetropic Agropecuária, Fazenda Santa Helena, Estância Goudard, Estância São José, Ita Senepol, Condomínio Senepol Boa Fé, Condomínio Nova Esperança, Fazenda Coroados, Fazenda Soledade, Fazenda Tufubarina, Sacramento Farms e Agropecuária Nova Vida.
    “Há 10 anos, o Senepol vem fazendo história no Brasil e, desde lá, nós da Fazenda da Grama e nossos parceiros também nos orgulhamos de fazer parte dessa trajetória em busca de uma pecuária mais moderna e rentável. Convidamos a todos para o Leilão, especialmente preparado para quem deseja crescer de forma sustentável e rentável, adquirindo animais selecionados de renomados criatórios de todo o Brasil”, explica Junior Fernandes, médico veterinário e diretor de pecuária da Fazenda da Grama.
    Serão ofertados lotes de animais POI (puro de origem importada): doadoras, novilhas e bezerras. Um dos destaques será a venda de 50% da doadora Grama 1631, Top Class, que é Profit x GRAMA 964 (Hércules).
    Junior Fernandes explica que todos os lotes do leilão foram cuidadosamente vistoriados sob sua supervisão. “Como no ano passado, rodamos milhares de quilômetros por todo o Brasil, chancelando cada animal para o evento, marcando a fogo com a marca “Q”, que remete a pedigree diferenciado, tipo funcional e performance comprovada”, explica.
    Mais informações podem ser obtidas através dos sites www.senepoldagrama.com.br, www.parceirosdosenepol.com.br ou pelo e-mail contato@parceirosdosenepol.com.br.
    Resultados de 2009
    O Leilão Parceiros do Senepol 2009, organizado pela Nova Leilões, faturou R$ 1,4 milhão com a venda de 38 lotes. Entre os animais, a média das fêmeas foi de R$ 22.515. Entre as prenhezes, a média foi de R$ 12.667. O lote de maior cotação foi a venda de 50% de Loira da Grama, da Fazenda da Grama, para o Senepol Saar por R$ 160 mil, totalizando R$ 320 mil o valor do animal, estabelecendo recorde mundial na raça.
    Raça Senepol
    Uma raça que adquiriu credibilidade pelo seu potencial genético, fácil adaptação, precocidade e qualidade de carne reconhecida no mercado, já conquistou espaço entre os agropecuaristas, com aceitação de modo geral em todas as regiões do país. Esse é o Senepol, que ainda é recente no Brasil – está por aqui desde 1995, quando foram importadas as primeiras doses de sêmen, envolvendo líderes genéticos da raça.
    O Senepol nasceu na Fazenda Grenard’s Estates, de Henry C. Neltropp, localizada nas Ilhas Virgens (Saint Croix), no século 19. Com o cruzamento entre o N’Dama e o Red Poll, surgiu uma nova raça, com o objetivo de precocidade, eficiência maternal, ausência de chifres, cor vermelha, tolerância ao calor e docilidade.
    Os animais Senepol têm grande capacidade de conseguir alimentos onde nenhum outro animal encontra e ainda têm baixa manutenção nutricional. A raça prova nos confinamentos que é um animal de alta performance, produzindo uma carne com excelente qualidade de maciez. O abate técnico da raça atingiu resultados incríveis, que comprovam o potencial da raça. O Senepol foi cruzado com fêmeas ½ sangue, resultando em 50% Senepol, 25% sangue europeu e 25% sangue zebuíno. O abate foi feito com animais de 21 meses e 18,5 arrobas, criados e confinados por um período de 90 dias.
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  • 72ª ExpoGrande, Campo Grande, MS: Força do Senepol é pista para todos os gostos

    Raça composta, voltada para a produção de carne, dá as cartas na maior mostra pecuária do Estado
    Casa cheia e pista limpa. Assim transcorreu um dos momentos mais esperados para o comércio de raças compostas na 72ª ExpoGrande, na capital sul-matogrossense Campo Grande. O 3º Leilão Força do Senepol ocorreu na noite de 26 de março, no Tatersal I do Parque de Exposições Laucídio Coelho, na Acrissul.
    Na avaliação do promotor Roberto Coelho, os resultados foram excelentes. A oferta de 207 animais, incluindo gado de corte e de elite, arrecadou o montante de R$ 514.430.
    Os bezerros abriram a noite, com preço médio na casa dos R$ 900. Todos eram machos, na faixa dos 12 a 18 meses. Foram 117 animais, pelo valor de R$ 107.120.
    No grupo de seleção, as vendas se dividiram entre fêmeas de campo e doadoras. Do primeiro grupo saíram 34 ofertas, ao preço médio de R$ 1.600. A maioria da oferta foi garantida pelo promotor Ivo Frederico Reich. Foi dele, também, a maioria das matrizes de elite, cotadas a R$ 10.960. Duas fêmeas alcançaram o valor máximo de R$ 20 mil.
    Nos touros, a procura foi por animais de campo, prontos para o trabalho de monta. Apresentados em 46 lotes, os reprodutores totalizaram R$ 247.210, para a média geral de R$ 5.374. Os preços foram parelhos, com lance máximo de R$ 9 mil para Mármore do Ita, filho de CH Profit 10 J com GST Arena 22 ET. O animal, levado ao evento por Jair dos Santos, foi adquirido pela Fazenda Passatempo, de Sidrolândia, MS. À frente do criatório está Jaime Inácio Bernardy. A cotação média dos touros equivale a 72,6 arrobas de boi gordo para pagamento à vista na praça sul-matogrossense (R$ 74/@).
    Durante o evento, os promotores anunciaram uma parceria fechada com a Embrapa Gado de Corte, para uma avaliação genética com base nos projetos nacionais de carne. “”Com o apoio da Embrapa poderemos confirmar que o Senepol produz carne macia e de forma precoce para atender o exigente mercado brasileiro””, avalia Roberto Coelho.
    Os negócios foram coordenados por Agnaldo Agostinho, sob organização da Leiloboi. A transmissão ficou a cargo do Canal do Boi. Pagamento: 20 parcelas (2+2+2+2+12).
    Fonte: Portal DBO

    A carne não é fraca…

    Roberto Rodrigues
    Um dos dados demográficos mais repetidos é o de que em 2050 teremos uma população planetária superior a 9 bilhões de pessoas e isso, de acordo com a FAO, exigirá um aumento de 70% na produção agropecuária, para fornecer alimentos, fibras e energia. Também é bastante comentado o fato de que está chegando o momento em que as populações urbanas, pela primeira vez na história do mundo, passam a ser mais numerosas que as rurais, isto é, cada vez menos gente deverá produzir para cada vez mais gente.

    E outra questão demográfica é a mudança da pirâmide etária: com o aumento da expectativa de vida e o controle da natalidade efetuado voluntariamente pelas famílias, teremos crescentemente mais idosos e menos crianças.

    Todos esses temas interferem profundamente na atividade agropecuária global, estabelecendo o grande debate sobre como produzir mais e com sustentabilidade sem destruir recursos naturais.

    Claro que a resposta está na tecnologia, e os aumentos de produtividade garantirão o abastecimento, sem danos.

    Mas há um ponto muito interessante em toda essa discussão, relativo às mudanças de hábitos alimentares: o aumento da população mais idosa e do poder aquisitivo dos países em desenvolvimento indica uma maior demanda por proteínas, frutas e legumes, em detrimento de carboidratos.

    É óbvio que quem quiser vender os seus produtos deve produzir o que os consumidores quiserem. Portanto, precisamos produzir carnes. Temos capacidade para isso?
    Sim, enorme, e os números são expressivos. Desde 1990 nossa produção cresceu bastante: 8,6% ao ano para frangos, 5,9% anuais para suínos, 3,2% ao ano para bovinos.

    Somos competitivos em todas as carnes. E, na bovina, levamos uma vantagem enorme sobre os países do hemisfério Norte: nosso boi é criado a pasto o ano todo, porque não temos o inverno gelado de lá, que obriga a estabular o gado por meses.

    Previsões do Ministério da Agricultura indicam que, em 2010, exportaremos 6 milhões de toneladas de carne de frango, 3 milhões de carne bovina e 830 mil toneladas de carne suína.

    Se essas previsões se confirmarem, o Brasil ainda será o maior exportador mundial de carne bovina, com 42,7% de todo o comércio, e de carne de frango, com 70%, e deverá estar no 3º lugar em carne suína, com 16%.

    Mas há uma sombra no horizonte desse setor importantíssimo de nossa atividade rural. Pesa sobre ele a notícia de que a pecuária de corte emite muito metano, por meio das eructações. No caso brasileiro, cerca de 35% das emissões de metano viriam da pecuária bovina. E o metano é bem mais danoso que o CO2, para efeito de aquecimento global. No entanto, para facilitar as contas, os especialistas convertem todos os gases de efeito estufa em CO2 equivalente.

    Estudos recentes indicam que, no Brasil, onde temos pouco mais de uma cabeça por hectare, os bovinos emitem 60,5 kg de metano e 54 kg de CO2 por hectare/ano, ou 1,3 tonelada em equivalente CO2/hectare/ano. Por outro lado, há estimativas de que um hectare de pastagem sequestre 3,4 toneladas em equivalente CO2/hectare/ano. Portanto, é possível concluir que, no fim das contas, comparando as emissões de CO2 pelos bovinos e o que é retido pelas pastagens, o saldo é positivo.

    Há ainda muito o que estudar e muito a fazer para melhorar esse saldo, mas a bovinocultura já é um setor capaz de avançar sustentavelmente.
    Fonte: Folha de São Paulo

    Demanda firme leva a aumento da importação de sêmen bovino

    Alexandre Inácio
    O aumento da demanda global por carne bovina nos últimos anos – ainda que 2009 tenha sido um ano mais fraco por causa da crise – e a internacionalização dos frigoríficos estão fazendo com que o Brasil, dono do maior rebanho comercial de gado de corte do mundo, tenha que importar sêmen bovino para atender o crescimento do mercado de genética.

    No ano passado, a venda de sêmen bovino em todo o país cresceu 11,7% e totalizou 9,16 milhões de doses. Desse total, 42,2% vieram de outros países. Esse é a maior participação relativa que o produto importado alcança desde 2000, porém, em termos absolutos é o maior volume já comprado pelo Brasil.

    De tudo o que foi vendido no ano passado, a parcela destinada à pecuária de corte foi de 56,9%. Os 43,1% restantes foram para a pecuária leiteira. Assim, foram comercializadas no Brasil em 2009 pouco mais de 5,2 milhões de doses para a pecuária de corte, das quais 21,1% foram importadas.

    Para se ter uma ideia dessa evolução, em 2005, quando a venda para a pecuária de corte somou 3,91 milhões de unidades, apenas 6,6% vieram de outros países.

    “”Há uma redescoberta do cruzamento industrial [técnica que cruza o gado zebuíno com o europeu para obtenção das melhores características de cada espécie, com o objetivo de produzir animais para abate] no Brasil. Os frigoríficos que condenaram a técnica no passado perceberam o erro e hoje valorizam esses animais, principalmente depois que os grandes grupos foram para o mercado internacional””, afirma Lino Rodrigues Filho, presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia).

    Com base zebuína, o rebanho nacional não tem número elevado de animais de origem europeia – especialmente das raças Angus e Red Angus – com as avaliações necessárias para garantir a qualidade mínimas de reprodução. Por esse motivo, é mais fácil para as centrais de inseminação importarem o sêmen de outros países do que iniciar um processo de seleção e análise desses animais que, além de caro também consome tempo.

    Dessas duas raças europeias mais presentes no Brasil foram vendidas no ano passado 1,45 milhão de doses, sendo que 59% foram importadas. Em 2005, a venda das mesmas raças totalizou 503,62 mil doses, sendo que a parcela das importadas foi de apenas 32,9%.

    Na pecuária leiteira a situação sempre foi diferente. Historicamente, há um predomínio de sêmen importado para inseminação artificial do rebanho de leite do Brasil. Em 2005, por exemplo, mais da metade (54,2%) do material genético comercializado no país já vinha de outros países. Em 2009, esse percentual chegou a expressivos 70% das 3,94 milhões de doses vendidas para o setor leiteiro nacional.

    Mas não foi apenas a mudança nas características do mercado e da baixa disponibilidade de animais no Brasil que levaram a uma importação tão grande. Na opinião de Rodrigues, a crise internacional e a desvalorização do dólar frente ao real foram outros dois fatores que estimularam o aumento das compras de outros países. “”A crise fez muitos países exportadores reduzirem os preços para desovar seus estoques. Além disso, os preços que caíram em dólar ficaram ainda mais baixos com a desvalorização da moeda americana””, afirma.

    Mesmo com uma grande participação de sêmen importado no comércio doméstico, o Brasil quer reforçar sua atuação no mercado externo. Segundo Rodrigues, o Ministério da Agricultura já acertou os últimos detalhes de um protocolo sanitário com a Índia que permitirá a venda e também a compra de material genético entre os dois países. “”Há dez dias estive no ministério e o protocolo estava praticamente pronto. A Índia é um mercado que consome 30 milhões de doses por ano e queremos participar dele””, disse Rodrigues.

    O maior interesse dos indianos e outros potenciais compradores é pelo sêmen de gir-leiteiro, raça bastante adaptada a regiões quentes e tropicais. É por esse motivo que está sendo estruturado um plano junto ao ministério para implementar a genética bovina do Brasil em pelo menos cinco países. Além da Índia, estão na lista de prioridades a Austrália, Rússia, China e África do Sul.
    Com vendas externas de apenas 132 mil doses no ano passado, volume que representou uma queda de 46%, as centrais de inseminação já têm uma capacidade instalada para gerar um excedente exportável de pelo menos 3 milhões de doses.
    Fonte: Valor Econômico

    Segunda edição do teste de performance Safiras do Senepol já está com inscrições abertas

    Vem aí a segunda edição do teste de performance Safiras do Senepol, promovido pela Fazenda da Grama, de Pirajuí (SP), e seus parceiros. As inscrições já estão abertas e o objetivo do teste é avaliar fêmeas PC, PO e POI em idade jovem e chancelá-las quanto ao seu potencial genético e econômico, proporcionando um crescimento sustentável para os criadores, investidores e, consequentemente, para a raça Senepol.
    Podem participar fêmeas nascidas entre os dias 1º de maio e 30 de setembro de 2009. A duração do teste é de 180 dias, e a entrada dos animais, que ficarão na própria Fazenda da Grama, será entre os dias 15 e 25 de abril, devendo estar vacinados contra brucelose.
    O médico e veterinário Junior Fernandes, diretor de Pecuária da Fazenda da Grama, explica como funciona a avaliação destes animais. “As fêmeas devem ser analisadas pelo potencial genético, perfil linear, adaptação, habilidade materna e fertilidade”, argumenta.
    Serão avaliados quesitos como escore do trato reprodutivo (precocidade e fertilidade), ultrassonografia de carcaça, escore visual (tipo, pelo e umbigo), adaptação (pelo, temperatura retal e freqüência respiratória), além da realização de mensurações de ganho de peso, peso final e altura (frame).
    Ao final do Safiras do Senepol 2010, os animais participantes serão ranqueados em três grupos. Dois deles são Safiras do Senepol (animais elite em todas as características avaliadas), que estão pré-selecionados para o Leilão Parceiros do Senepol 2011; e Animais Superiores, que serão convidados a participar do mesmo Leilão, com participação facultativa ao criador.
    O investimento para participar do Safiras do Senepol 2010 será, por animal, de 11 parcelas de R$ 124,50. Acima de 15 animais participantes, o criador terá 10% de desconto; acima de 20 animais, 15% de desconto. Informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 9785-2152, pelo e-mail jrfernandes@senepoldagrama.com.br ou pelo site www.senepoldagrama.com.br.