08/04/26 Exportações de carne bovina batem recordes no 1º trimestre de 2026

As exportações brasileiras de carne bovina in natura vêm mantendo neste início de 2026 o ritmo intenso que foi observado ao longo de 2025. O volume embarcado no primeiro trimestre deste ano é o maior para o período, considerando-se a série histórica da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), iniciada em 1997…

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Inseminação artificial já alcança 81% dos municípios brasileiros, diz Index Asbia

Com crescimento de 15% em 2025, mercado de genética bovina atinge recorde de 28 milhões de doses comercializadas e expande presença em 4.529 cidades 

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O mercado de genética bovina no Brasil atingiu um patamar histórico em 2025, consolidando a inseminação artificial como uma tecnologia onipresente no campo. 

De acordo com o novo relatório Index Asbia, divulgado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial, a técnica já é utilizada em 4.529 municípios, o que representa impressionantes 81% das cidades brasileiras. O levantamento revela um setor em franca expansão , com crescimento superior a 15% no último ano, impulsionado pela busca do pecuarista por eficiência reprodutiva e padronização do rebanho.

FONTE: PORFÍRIO, Giovanni. Inseminação artificial já alcança 81% dos municípios brasileiros, diz Index Asbia. Disponível em: https://girodoboi.canalrural.com.br

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“Boi Cabeceira de Boiada”: Por que esse animal ainda domina os pastos brasileiros e quanto isso custa ao produtor

Touros sem avaliação genética travam a produtividade e sangram o lucro do pecuarista ciclo após ciclo

 

O Brasil é uma das maiores potências da pecuária mundial, mas carrega uma contradição difícil de ignorar: enquanto a ciência genética avança em velocidade acelerada, cerca de 80% das matrizes nacionais ainda são cobertas por touros sem qualquer avaliação formal. No centro desse problema está uma figura conhecida nos currais de todo o país, o chamado boi cabeceira de boiada.

O alerta vem do zootecnista Ricardo Abreu, que não mede palavras: esse animal é, hoje, o maior entrave à lucratividade no campo.

O que é, afinal, o boi cabeceira de boiada?

O termo descreve um reprodutor visualmente imponente, bem conformado, de boa estatura, mas sem registro, sem procedência comprovada e, principalmente, sem Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) conhecidas. 

“Ele não transmite progresso genético e compromete o futuro econômico da propriedade”, resume Abreu. Sem DEPs mensuradas, é impossível saber o que esse animal vai passar aos filhos, se bezerros mais pesados ao desmame, se fêmeas mais precoces, se maior ou menor eficiência reprodutiva. O produtor aposta no escuro.

Um avanço real, mas ainda insuficiente

A inseminação artificial cresceu 8% no gado de corte e já responde por 22% das coberturas em vacas de corte no Brasil, um avanço concreto. O problema é que essa evolução não chegou à maioria dos rebanhos. A grande massa do gado nacional ainda depende de touros a campo, e a insistência no uso de reprodutores sem avaliação genética nesse repasse é o que trava os índices produtivos.

A solução não exige abandonar a monta natural, exige qualificá-la.

Genética não é custo. É o investimento de retorno mais rápido da fazenda

Um dos argumentos mais recorrentes contra o uso de touros avaliados é o preço. Ricardo Abreu rebate com objetividade: um bezerro filho de reprodutor superior já paga o investimento no primeiro leilão. O sêmen de genética provada, na mesma lógica, se amortiza em um único ciclo produtivo.

“Melhoramento genético não tem fronteiras. É o caminho mais curto para a rentabilidade”, afirma o especialista.

Como corrigir o problema: critérios técnicos para escolha do reprodutor

Eliminar o boi cabeceira de boiada é o primeiro passo. O segundo é saber o que colocar no lugar. Abreu aponta três pilares:

Foco no desempenho: priorize DEPs de Peso e Precocidade ao Desmame. Bezerros mais pesados e fêmeas que entram em reprodução mais cedo são a base do lucro no ciclo curto.

Adaptabilidade ao sistema: em climas quentes e solos arenosos, a rusticidade do Nelore é insubstituível. A escolha deve considerar criatórios com sistemas de produção semelhantes ao da propriedade, especialmente avaliações realizadas a pasto, não em confinamento.

Genômica como diferencial: touros jovens com avaliação genômica tendem a ser superiores aos mais velhos em potencial de melhoria, garantindo avanço contínuo nos índices do rebanho.

O manejo dos touros também importa

Além da qualidade genética, a gestão dos reprodutores dentro do rebanho exige atenção:

  • Troca periódica: o ideal é substituir os touros a cada quatro ou cinco anos, evitando que o animal cruze com as próprias filhas.
  • Prevenção da consanguinidade: o cruzamento entre parentes próximos provoca a chamada depressão consanguínea — queda de fertilidade e perda de vigor nos bezerros, dois fatores que corroem silenciosamente a produtividade do rebanho.

A genética sustenta tudo 

Nutrição, sanidade, manejo, todas as tecnologias aplicadas na fazenda dependem de uma base genética sólida para entregar seu potencial máximo. Sem um touro provado, o produtor investe em cima de um alicerce fraco.

O recado de Ricardo Abreu é direto: enquanto o boi cabeceira de boiada permanecer nos pastos brasileiros, o produtor estará, na prática, pagando para ficar parado.

FONTE: LIPPI, Renata. “Boi Cabeceira de Boiada”: Por que esse animal ainda domina os pastos brasileiros e quanto isso custa ao produtor. Disponível em: https://www.lancerural.com.br

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Brasil será oficialmente reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação

Novo status sanitário será confirmado pela OMSA nesta quinta-feira (29) e deve impulsionar ainda mais as exportações de carne bovina brasileira

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O Brasil alcança nesta semana um marco histórico na pecuária. Nesta quinta-feira (29), o país será oficialmente declarado zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O reconhecimento será formalizado durante a assembleia geral da entidade, em Paris, na França.

A cerimônia está prevista para as 10h no horário local (5h da manhã no horário de Brasília), e contará com a presença de uma comitiva brasileira formada por cerca de 90 representantes. O grupo é liderado por Marcelo Moura, delegado da área animal do Ministério da Agricultura, e inclui parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Na véspera do anúncio, os representantes do Brasil participaram de reuniões técnicas na sede da OMSA, apresentando os avanços do país em sanidade animal. Entre os destaques estão o fortalecimento do serviço veterinário oficial, o sistema de vigilância e o processo gradual de retirada da vacinação contra a aftosa.

Durante visita ao local do evento, parlamentares brasileiros destacaram a importância do novo status sanitário para o fortalecimento do agronegócio. A senadora Tereza Cristina, vice-presidente da FPA, afirmou que o reconhecimento internacional valoriza a carne brasileira e abre portas para mercados mais exigentes, que ainda impunham restrições a países que vacinavam seus rebanhos.

“O fim da vacinação é uma conquista que qualifica ainda mais nossa pecuária e nos posiciona entre os principais exportadores de proteína animal do mundo”, reforçou a senadora.

Já Gedeão Pereira, vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ressaltou que o momento é de celebração, mas também de responsabilidade. “Essa vitória é fruto da excelência da pecuária brasileira. Agora, precisamos trabalhar para manter esse patamar de excelência.”

Atualmente, o Brasil já comercializa carne com importantes mercados internacionais, como China, Estados Unidos e União Europeia. Com a certificação da OMSA, a expectativa é ampliar a presença brasileira em novos destinos e agregar valor ao produto nacional.

FONTE: ASSIS, Cleide. Brasil será oficialmente reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Disponível em: https://www.canaldocriador.com.br/noticias/brasil-sera-oficialmente-reconhecido-como-zona-livre-de-febre-aftosa-sem-vacinacao/

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EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA DISPARAM!

A produção de carne bovina no Brasil segue em crescimento, com aumento de 2,73% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2024, segundo o IBGE.

Mas o destaque está na demanda internacional! As exportações brasileiras de carne bovina cresceram quase 12%, ultrapassando o crescimento da produção.

No total, foram exportadas 70.972 mil toneladas a mais, gerando um déficit de 6.047 mil toneladas em relação ao mercado interno.

E os preços acompanharam esse cenário! O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq (SP) registrou alta de 22% em termos reais, e a carcaça casada bovina no atacado subiu 23,8%.

Para quem atua no mercado pecuário, esse é um sinal claro: a demanda externa está aquecida, e os preços internos refletem essa tendência.

Fonte: Canalrural

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