Senepol da GRAMA: O Senepol EFICIENTE!

Compensação

Como ficou abaixo do contratado o índice de prenhez dos embriões implantados nas receptoras dos sócios, na entrega do segundo botijão daquela importação, a joint venture abasteceu o seu Núcleo Montana na CFM com produtos da mesma origem, para um teste de efetividade. Os acertos foram acontecendo com a Grama e os investidores brasileiros na proporção do que colhiam de produtos.

Foi desses testes que nasceram animais Puros de Origem que, meses mais tarde, em 2003, a CFM negociou com outros criadores, que passavam a enxergar no Senepol uma grande raça. Só puderam ser negociados – como qualquer outro produto Senepol da empresa no Brasil – depois de cumprida aquela salvaguarda de dois anos firmada na negociação dos 700 embriões.

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Dieta especial

Cada sócio na empreitada da genética Senepol importada dos EUA precisava separar duas fêmeas para cada embrião, um número maior de receptoras que atendia à recomendação dos técnicos que fariam aquele serviço, delicado para a época, escolhendo as que estivessem em melhor condição na hora do procedimento.

Os especialistas ainda receitaram para as barrigas de aluguel um bem elaborado regime alimentar, que as deixaria em condições de cumprir o protocolo de transferência dos embriões, condição que poderia diminuir o risco de não dar resultado. As transferências ocorreram em julho de 2001.

Doutor Nélio Roberto Amâncio de Ávila, que havia se formado com JR Fernandes na UNESP, em Jaboticabal, fez o trabalho na Fazenda da Grama, em Pirajuí/SP, junto com o assistente Manuel Ávila.

Mesmo sob todos os cuidados, o resultado não foi o esperado, levando-se em conta o investimento. A taxa de prenhez foi perto de 30%, aquém da garantia contratual de 50% de efetividade dos embriões. Mas ainda tinha mais 150 deles para chegar e a compensação também era aguardada pelos sócios, algo que contaremos no próximo fascículo.

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Receptoras

Os novos criadores de Senepol do Brasil foram preparando a base de rebanho para receber os embriões em duas etapas e precisaram tomar todos os cuidados, inclusive legais, com aquela tecnologia que era nova. Os primeiros 550 embriões desembarcados no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP, em março de 2001, foram divididos entre os sócios e implantados com o sistema de compensação entre eles na forma de produtos nascidos.

A Grama tirou das 2000 matrizes F-1 que produziam o composto Montana as 800 mais bem preparadas para se tornarem receptoras. Todas virariam mães de produtos Senepol POI.

Por ser uma tecnologia ainda pouco utilizada no Brasil, cumpridos os trâmites legais vinham ainda algumas recomendações técnicas que os criadores teriam de cumprir para fazer valer o alto investimento naqueles embriões. Pauta para o próximo fascículo.

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Burocracia

A chegada do Senepol na forma de embriões congelados comprados na Georgia emperrou em questões que adiaram os planos da Grama e seus dois sócios. Um pouco por causa de protocolos de produção dos embriões de TE nos Estados Unidos, que não tinham volume suficiente de produção, já que não eram de FIV. Outro tanto por burocracias aduaneiras e de protocolos sanitários a cumprir lá e no Brasil. Ao invés de chegarem em setembro de 2000, só desembarcaram em março de 2001.

As obrigações alfandegárias geraram um grande trâmite de papéis providenciados pelos investidores, que ainda tiveram de respeitar um período de quarentena para os botijões, antes que fossem levados para a unidade da CFM-Leachman onde estava o Montana, na Fazenda Guariroba, em Pontes Gestal/SP, região de São José do Rio Preto.

Em meio a tanta expectativa dos criadores brasileiros em dar sequência ao plano de seleção do taurino adaptado que eles acabavam de introduzir no Brasil na forma de embriões, alguns cuidados técnicos precisaram ser rigorosamente seguidos, sob o risco de não vingar aqueles US$ 120 mil investidos na novidade da pecuária brasileira. Que cuidados foram esses é o que vamos contar já no próximo fascículo.

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Água com gás

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Vacas Base Plantel Leachman 1999

JR Fernandes e os sócios na compra dos embriões de Senepol nos Estados Unidos tornaram-se proprietários de um botijão de nitrogênio que chegaria ao Brasil com material genético de parentes de raçadores que já forneciam sêmen altamente eficazes para projetos de cruzamento no Brasil com as melhores doadoras reunidas na Georgia, na propriedade da Leachman Cattle Company.

Eram fêmeas estruturadas, de um frame muito desejado, com muita funcionalidade de todas as características desejáveis a todos os selecionadores. JR Fernandes participou da seleção e dos acasalamentos com os técnicos americanos.

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De noite, após baterem o martelo, os sócios tinham de celebrar o investimento vultuoso para a época – US$ 120 mil cada – e numa modalidade arrojada para eles, uma novidade ainda no Brasil, a transferência de embriões. Não havia champanhe no hotel e eles brindaram com taças de água com gás. Mesmo sem saber que resultado técnico e comercial teria aquela empreitada, depois do tim-tim começou para a Grama e seus sócios uma saga que contaremos a partir do próximo fascículo.