Senepol da Grama: O Senepol EFICIENTE!

ABCB-Senepol

JR Fernandes e Zé Torneira passaram a conviver com outros criadores que seguiram o mesmo itinerário dos estudos nos Estados Unidos para optar pela adoção do Senepol no Brasil e, juntos, decidiram que a raça precisaria se organizar para ter aceitação comercial em um crescimento que parecia inevitável. Esses criadores eram os titulares da Nova Vida, com quem a Grama foi atrás de todos os trâmites legais e técnicos para criar a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB), da qual a Grama se tornou sócia número 1 após sua fundação, em 2002. Para que ela tivesse atuação, uma reunião em São Paulo selou o acordo da criação da ABCB-Senpeol, que foi homologada, reconhecida pelo Ministério da Agricultura e passou a ditar os caminhos da evolução técnica e de mercado da raça, como veremos a partir dos próximos fascículos.

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Senepol da GRAMA: O Senepol EFICIENTE!

Primeiros touros

Após o acordo para compartilhamento da genética já nascida no Brasil dos embriões importados pelos parceiros na joint venture batizada “Reprodutouros”, os três primeiros touros Senepol contratados por centrais daquele projeto foram 850 da Repro (WC 850 x HBC Dolly 51H / AC 761), 5225 da Repro (CN 5225 x CN 6284F / CN 5806C), ambos nascidos na Grama, em fevereiro de 2002, e contratados pela Lagoa da Serra, além de Mustang da Repro (CN 5480 Hercules x SHR GY82 / El General AV189), de março de 2002. Na dissolução da parceria com Stéfani e Sacramento, a Grama acertou a aquisição de 5225 da Repro e 850 da Repro, vendidos posteriormente a outros criadores, que passaram a explorar esses melhoradores. Era o início de um altruísmo que a Grama demonstrou como forma de fomentar o crescimento da raça no País, como se seguirá nos próximos fascículos.

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Senepol da GRAMA: O Senepol EFICIENTE!

Valor da partilha

Os machos nascidos da importação de embriões pela parceria da Grama com Stéfani e Sacramento serviriam para a quitação de outra parte do acordo dos três sócios com o fornecedor americano dos embriões. De todos os bezerros nascidos, 90% seriam entregues à Leachman Cattle Company, que os repassaria aos franqueados, para se tornarem Montana makers. Os quase 100 animais entregues como pagamento já renderam a primeira noção de valor de um touro Senepol no Brasil. No final das contas, para quitação do saldo, cada garrote foi entregue a uma cotação aproximada de US$ 1.750,00.

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O trio de criatórios ficaria com 10% dos melhores, em outra joint venture que os sócios batizaram de “Reprodutouros”, com a sigla Repro, que incluía a própria CFM-Leachman. Ela não definia a quem pertenceria cada touro. Todos eram de todos. Numa fusão que rendeu os três primeiros touros nascidos no Brasil para central de sêmen, mas isso é assunto para o próximo fascículo.

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Senepol da GRAMA: O Senepol EFICIENTE! T1-E11

Primeiras Siglas

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Mesmo com índice baixo de nascimentos dos primeiros embriões chegados dos Estados Unidos e com as perdas naturais de um processo novo no Brasil, a partilha das crias aconteceu como estabelecido no acordo entre os três sócios na importação. Na Grama, 35 fêmeas nascidas receberam a sigla ZT, iniciais de Zé Torneira, como sempre foi conhecido o fundador da Grama, José Antônio Fernandes Netto, pai de JR Fernandes.

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Apesar de o volume de nascimentos não ter sido o esperado, o projeto continuou, graças à fertilidade das vacas fornecedoras de embriões, da seleção de receptoras pela Grama, que tinha experiência em manejo reprodutivo e de gado cruzado para efetivar uma boa cria, e do poder de produção da raça Senepol do que já vinha selecionado dos Estados Unidos. Mas os nascimentos não eram só de fêmeas. Alguns bezerros que surgiram precisavam de um futuro. E os planos estratégicos da condução do que já se tornava um rebanho de Senepol no Brasil vamos contar a partir do próximo fascículo.

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Senepol da GRAMA: O Senepol EFICIENTE!

Compensação

Como ficou abaixo do contratado o índice de prenhez dos embriões implantados nas receptoras dos sócios, na entrega do segundo botijão daquela importação, a joint venture abasteceu o seu Núcleo Montana na CFM com produtos da mesma origem, para um teste de efetividade. Os acertos foram acontecendo com a Grama e os investidores brasileiros na proporção do que colhiam de produtos.

Foi desses testes que nasceram animais Puros de Origem que, meses mais tarde, em 2003, a CFM negociou com outros criadores, que passavam a enxergar no Senepol uma grande raça. Só puderam ser negociados – como qualquer outro produto Senepol da empresa no Brasil – depois de cumprida aquela salvaguarda de dois anos firmada na negociação dos 700 embriões.