Senepol da Grama

GRAMA SENEPOL, UMA FILOSOFIA DE TRABALHO

A Fazenda da Grama e a raça Senepol são dois protagonistas no segmento da pecuária que fazem parte daquelas histórias que o destino reservou um para o outro. O primeiro, porque estudou o quanto devia e precisava para ter a certeza de que podia fazer a diferença na atividade, até trazer a raça para o país no ano 2000 e nunca mais parar de selecionar. O segundo, porque parece ter sido feito para o Brasil, encaixou suas aptidões na necessidade da Grama de produzir mais e melhor em menos tempo e encontrou na vanguarda, no arrojo e know how do criatório a mola mestra para sua rápida expansão em terras brasileiras.

A pecuária desde sempre fez parte da vida de José Antônio Fernandes Júnior, médico veterinário que atuou junto à sua irmã Carolina nos negócios da família, inclusive inovando em 1990, em Jaboticabal/SP, com uma butique de carnes que se especializou em entregar ao mercado cortes nobres com excelência, posto que o próprio JR Fernandes selecionava entre seus fornecedores e também no seu próprio rebanho de cruzamento industrial.

Publicação da DBO sobre o negócio de carnes da família Fernandes, em 1996.

Em tudo o que os Fernandes sempre se propuseram a fazer, o perfeccionismo foi marca registrada. A obstinação por resultados através de soluções práticas, das mais simples e objetivas às que demandassem mais investimento em tecnologia, foi o que moveu o filho mais velho de José Antônio Fernandes Netto e Dejanira Bellodi Fernandes, mantendo a filosofia de trabalho da família com a missão de lapidar uma raça e refletir o seu brilho em números, ecoando no que se tornou o Senepol da Grama.

O campo de atuação foi a Fazenda da Grama, formada em Pirajuí/SP no começo da década de 1980 por José Antônio Fernandes Netto, que tinha herdado do pai, Antônio Fernandes, o ofício de fabricar torneiras para filtros de água. Zé Torneira, como ficou conhecido, concedeu suas iniciais para perpetuar sua marca na pecuária. O ZT tatuado na perna de grande parte do Senepol do Brasil e na genealogia de animais na maioria dos rebanhos registrados da raça no país.

Formado pela Unesp-Jaboticabal, em 1991, JR Fernandes ligou o motor da produtividade para alavancar os negócios da família. A preocupação com o conhecimento, gestão e relacionamento o levou a liderar várias ações que notabilizaram a família Fernandes como de grandes produtores rurais, reconhecida na mídia especializada, em crescimento no Brasil na década de 1990.

Antes que a fazenda se tornasse uma das primeiras propriedades a conquistar a certificação GlobalGAP, chancela de bom manejo, com respeito socioambiental e outras qualidades concedida pela Eurep, o negócio de produção de carne dos Fernandes ganhou uma reportagem especial da revista DBO No 190, de julho de 1996, dois anos depois que Zé Torneira e a família abriram uma butique de carnes especiais.

A Garrote Carnes Nobres, inaugurada em 1994, abatia 800 animais entre 22 e 24 meses, para compor 70% da venda de 8 a 10 toneladas por mês de carnes diferentes, entre cortes especiais, embalagem fresca (70% do total), maturada ou temperada. Num projeto vanguardista para a época de abater animais superprecoces, JR Fernandes já visava mais o marketing que isso podia levar ao negócio do que os 50% de desconto no ICMS para o produto daquela categoria.

Ainda acadêmico, conheceu melhor a inseminação artificial num estágio que fez na fazenda de Armando Leal do Norte, em Carlos Chagas/MG. Um ano depois de formado, passou a inseminar suas matrizes todas meio-sangue europeu, com repasse de taurinos.

Em 1995, o sucesso do manejo reprodutivo introduzido na Grama pelo filho de Zé Torneira e dona Dejanira rendeu a JR Fernandes o prêmio de melhor projeto de inseminação artificial do Brasil, concedido em Belo Horizonte/MG pelo Colégio Brasileiro de Reprodução Animal.

Junior Fernandes, em Billings – Montana, em 1999.

A condecoração se deveu ao índice de 91% de prenhez em 472 matrizes inseminadas na estação de monta iniciada em 1o de dezembro de 1994. O prêmio era uma viagem à Europa, que seria paga pela Lagoa da Serra, central de inseminação artificial de grande importância no Brasil e da qual a Grama era cliente. A viagem de criadores e técnicos organizada pela empresa, com sede em Sertãozinho, era para conhecer a Holland Genetics, holding do grupo multinacional do qual fazia parte a Lagoa.

JR Fernandes negociou o prêmio para preencher seu desejo por melhorias na pecuária de corte. Adepto do cruzamento industrial, tinha planos de conhecer a origem de um projeto que estava chegando ao Brasil através de uma joint venture entre a Leachman Cattle Company, de Billings, Montana (EUA), e a CFM, um dos grandes grupos agropecuários do Brasil. Era o Montana. Solicitou a troca da premiação por uma viagem aos Estados Unidos, sendo atendido pelo Colégio de Reprodução e pelos responsáveis da Lagoa, que bancariam a viagem. Ao invés de ir à Holanda, somente em 1999 ele embarcou rumo a Billings.

Os animais escolhidos para essa base Senepol vinham da seleção feita pelo técnico agrícola P. J. van der Wall, contratado por Leachman para buscar em diversos criatórios os melhores animais de cada marca, para formar um rebanho de consistência, baseado em números de uma avaliação que alimentava o sumário da SCBA e norteava a seleção de quem produzia mais Senepol, inclusive em Saint Croix. A ideia de produzir bezerros de corte nunca saiu do planejamento da Grama. Mas o Senepol já havia conquistado um adepto, que era também muito técnico e que buscava, então, um plano para levar a raça ao Brasil. Junior Fernandes e Fogaça, em sociedade com Daniel Stéfani, cuja família trabalhava com máquinas agrícolas em Jaboticabal, combinaram de fazer um negócio inusitado para a época, num acordo bem atrelado com os Leachman, via CFM.

Um dos pontos negociados foi a quantidade. A CFM-Leachman seria a proprietária dos embriões, para que o trâmite fosse viabilizado. Os brasileiros pediram dois anos de carência para a joint venture na exclusividade de comercialização de Senepol no Brasil. Fábio Dias, então dirigente da controladora brasileira, concordou com a condição, desde que fossem 700 embriões.

O preço passou a ser o vulto seguinte nas contas dos sócios, mas era preciso encontrar um mecanismo para facilitar a operação. O investimento já estava programado pelas três fazendas e custaria a cada uma delas uma quantia próxima a US$ 120 mil. Assim foi feito.

Base de matrizes Senepol selecionadas por P. J. van der Wall na unidade dos Leachman, em Billings.

UM BRINDE COM ÁGUA. COM GÁS!

Em maio de 2000, JR Fernandes voltou aos Estados Unidos mais decidido a aprofundar o estudo e tomar uma decisão visando segmentar o seu negócio de produção de carne e de genética no Brasil. Uma das paradas foi em Clay Center, Nebraska, onde viu palestras de técnicos do Meat Animal Research Center (Marc), equiparado a um instituto da carne dos americanos. O Senepol era a pauta.

A expedição brasileira foi até a Leachman Cattle Company ver de novo os Montana makers, touros de diversas raças taurinas que forneciam genética para formação do composto.

As doses de sêmen de Montana para abastecer o mercado de 60 mil vacas no Brasil eram comercializadas aos franqueados com preços fixos em dólar. Quando Leachman percebeu o interesse dos brasileiros em estudar de onde vinha a maior influência produtiva daquele assemblage que formava o seu composto, deu importância a uma base Senepol no seu plantel. JR Fernandes conheceu e estudou essa base e dela saiu a genética que ele traria ao Brasil. Mas sempre motivado pela anuência e respaldo de seus pais, que confiaram no projeto, incentivaram e torceram muito para o êxito desse projeto. Como acabou acontecendo.

Pesquisadores americanos já tinham estudado e referendado a raça como de grande potencial produtivo nos países de clima tropical, em condições parecidas com as de Saint Croix, ilha pertencente aos Estados Unidos onde a raça nascera pouco mais de meio século antes.

Reunião no Clay Center, em Nebraska, sobre o Senepol.
Doadoras selecionadas por JR Fernandes para fornecer os embriões que chegaram ao Brasil e deram início à Grama Senepol.

Tornaram-se proprietários de um botijão de nitrogênio que chegaria ao Brasil com embriões que eram parentes de raçadores que já forneciam sêmen altamente eficazes para projetos pecuários que alternavam raças para cruzamento no Brasil com as melhores doadoras identificadas nos Estados Unidos, reunidas na Georgia, na propriedade da Leachman Cattle Company.
Eram fêmeas estruturadas, de um frame muito desejado, com muita funcionalidade de todas as características desejáveis a todos os selecionadores. JR Fernandes participou da seleção e dos acasalamentos com os técnicos americanos. De noite, já que não havia champanhe no hotel, a celebração entre os sócios de um grande negócio foi num brinde com água gasosa.

BUROCRACIA E CUIDADOS

A chegada do Senepol na forma de embriões congelados emperrou em questões que adiaram os planos da Grama e dos sócios. Um pouco por causa de protocolos de produção dos embriões de TE nos Estados Unidos, que não tinham volume suficiente de produção, já que não eram de FIV. Outro tanto por burocracias aduaneiras e de protocolos sanitários a cumprir lá e no Brasil. Ao invés de chegarem em setembro de 2000, só desembarcaram em março de 2001.

As obrigações alfandegárias geraram um grande trâmite de papéis providenciados pelos investidores, que ainda tiveram de respeitar um período de quarentena para os botijões, antes que fossem levados para a unidade da CFM onde estava o Montana, na Fazenda Guariroba, em Pontes Gestal/ SP, região de São José do Rio Preto.

Os criadores foram preparando a base para receber os embriões em duas etapas e precisaram tomar todos os cuidados, inclusive legais, com aquela tecnologia que era nova. Os primeiros 550 embriões desembarcados em março de 2001 foram divididos entre os sócios e implantados com o sistema de compensação entre eles na forma de produtos nascidos.

Stéfani apartou 800 de suas melhores fêmeas para receber os embriões na Fazenda Jatobá, em Jataí/GO. JR Fernandes e Zé Torneira tiraram das 2000 matrizes F-1 que produziam o composto Montana na Grama também as 800 mais bem preparadas. Todas virariam mães de produtos Senepol. Cada fazenda separou duas fêmeas para cada embrião, um número maior de receptoras que atendia à recomendação dos técnicos que fariam aquele serviço, delicado para a época, escolhendo as que estivessem em melhor condição na hora do procedimento.

Os especialistas ainda receitaram para as barrigas de aluguel um bem elaborado regime alimentar, que as deixaria em condições de cumprir o protocolo de transferência dos embriões importados, sob o risco de não dar resultado. As transferências ocorreram em julho.

Doutor Nélio Roberto Amâncio de Ávila, que havia se formado com JR Fernandes, fez o trabalho na Fazenda da Grama, em Pirajuí, junto com o assistente Manuel Ávila. Doutor José Renato Chiari, um dos maiores especialistas em TE, com quem o próprio doutor Nélio estagiara, implantou para os Stéfani, em Jataí. Mesmo sob todos os cuidados, o resultado não foi o esperado, levando- se em conta o investimento. A taxa de prenhez foi perto de 30%. Ainda havia 150 embriões para receber do acordo com a CFM-Leachman e a diferença de efetividade para cumprir a garantia contratual de no mínimo 50% de nascimentos.

Como os índices foram muito aquém, na entrega da segunda leva de embriões a joint venture abasteceu o seu Núcleo Montana na CFM com produtos da mesma origem para um teste de efetividade. Os acertos foram acontecendo com os investidores brasileiros na proporção do que colhiam de resultados.

Foi desses testes que nasceram produtos PO que, meses mais tarde, em 2003, a CFM negociou com outros criadores, que passavam a enxergar no Senepol uma grande raça. Por terem nascido no Núcleo Montana, receberam no registro as iniciais NM, seguido de um número, que obedecia à ordem de nascimentos da empresa. Só puderam ser negociados – como qualquer outro produto Senepol da empresa no Brasil – depois de cumprida aquela salvaguarda de dois anos firmada na negociação dos 700 embriões.

Mesmo com índice baixo de nascimentos e com as perdas, a partilha das crias aconteceu como estabelecido no acordo entre os três. Na Grama, 35 fêmeas nascidas receberam as iniciais ZT.

Os machos serviriam para a quitação de outra parte do acordo dos três sócios com o fornecedor dos embriões. De todos os bezerros nascidos, 90% seriam entregues à Leachman Cattle Company, que os repassaria aos franqueados para se tornarem Montana makers. Os quase 100 animais entregues como pagamento já renderam a primeira noção de valor de um touro Senepol no Brasil. No final das contas para quitação do saldo, cada garrote foi entregue a uma cotação aproximada de US$ 1.750,00. O trio de criatórios ficaria com 10% dos melhores, em outra joint venture que eles batizaram de “Reprodutouros”, com a sigla Repro, que incluía a própria CFM-Leachman. Ela não definia a quem pertenceria cada touro. Todos eram de todos. Numa fusão que rendeu os três primeiros touros nascidos no Brasil para central de inseminação: 850 da Repro (WC 850 x HBC Dolly 51H / AC 761), 5225 da Repro (CN 5225 x CN 6284F / CN 5806C), ambos nascidos na Grama em fevereiro de 2002, e contratados pela Lagoa da Serra, além de Mustang da Repro (CN 5480 Hercules x SHR GY82 / El General AV189), nascido na Stéfani, em março de 2002. Na dissolução da parceria, a Grama acertou a aquisição de 850 da Repro, depois cedido para Alex Marconato, e de 5225 da Repro, vendido posteriormente para Jair dos Santos.

Apesar de o volume de nascimentos não ter sido o esperado, o projeto continuou graças à fertilidade das vacas e do poder de produção do que já vinha selecionado dos Estados Unidos.

AS PRIMEIRAS SIGLAS

JR Fernandes e Zé Torneira passaram a conviver com outros criadores que seguiram o mesmo itinerário dos estudos para adoção do Senepol no Brasil e, juntos, decidiram que a raça precisaria se organizar para ter aceitação comercial em um crescimento que parecia inevitável. Foram atrás de todos os trâmites legais e técnicos para criar a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB), da qual a Grama se tornou sócia número 1 após sua fundação, em 2002.

Dias depois dos primeiros nascimentos de animais com a sigla ZT, JR Fernandes dividia o tempo de produtor de carne e de Senepol com o de membro da primeira equipe técnica da ABCB- Senepol, reunindo-se a cada 15 dias em São Paulo para desenhar com a diretoria o futuro técnico e administrativo da raça, já que os animais iam nascendo e precisavam de uma identificação legal de registro.

A associação tinha sido fundada em abril de 2002 e os primeiros animais da parceria ASAP (Arantes Pereira), que importou animais vivos para Ariquemes/RO, eram registrados na associação internacional da raça (SCBA). João Arantes Júnior, da Nova Vida, contratou Walmore Miler Lacort para representar a associação junto ao Ministério da Agricultura. Ele trabalhava em Brasília com um trâmite que já conhecia, por ter regularizado o surgimento de outras associações de raça no Brasil.

Uma das primeiras regras era que os animais nascidos deveriam receber como registro a sigla de duas a quatro letras do criatório, quatro números de identificação e, no final, mais dois algarismos para representar o ano de nascimento.

Assim, nasce em fevereiro de 2002 Andina da Grama, o primeiro animal a receber o ID na ABCB-Senepol ZT090402, filha de PRR 840 ET x COP F1009 (Pack Power ED 7590 ET). Ganhou fama nacional como Grama 904 e o seu forte foram machos e fêmeas que descenderam dela e de suas crias e que chamaram atenção de outros selecionadores, ao ponto de fazer com que fosse necessário abrir sociedade na fêmea.

PARCERIA NO DNA

Kiko Gasperi e JR Fernandes, na Convenção Mundial Saint Croix.

Um desses sócios foi a Genetropic, com quem ficou estabelecida a divisão de produtos das aspirações. Numa primeira coleta, o acasalamento com WJ Wizard 23D mandou um macho para a Genetropic e uma fêmea ficou na Grama. Eram Caribe 35 da Genetropic e Grama 142, que deram continuidade ao melhoramento genético da raça. Caribe fez muitas doadoras qualificadas em provas de desempenho. Nascida em junho de 2008, Grama 142, entre outras, gerou em maio de 2011, com RAB 126A, a também doadora Grama 473. Tanta eficiência nas progênies levou JR Fernandes a clonar Grama 904, desaparecida em 2015, depois de deixar 292 embriões válidos.

A partir de Grama 142, que sozinha produziu o recorde mundial de 1000 embriões em 12 anos de vida, as doadoras ganharam a qualificação de Safiras, num programa que a fazenda instituiu em 2009, com apoio de outras duas marcas que comungavam da ideia de que uma doadora não pode ser classificada como tal só por ter dois ovários. Uma dessas marcas foi a própria Genetropic, de Jairo Ferreira Lima. A outra, a Santa Helena, também de Pirajuí, onde Alex Marconato administrava o projeto de Senepol da sua família, depois de ter estagiado com JR Fernandes.

Foi com esses dois sócios que a Grama criou em 2007 o grupo Parceiros do Senepol, que chegou a ter 43 integrantes de várias partes do Brasil produzindo genética a partir do regulamento de qualificação dos animais para comercialização, atendendo uma demanda cada vez mais crescente do mercado.

O programa Safiras foi o marco regulatório da qualidade que uma fêmea precisava ter para ser explorada através de biotecnologias de reprodução como a FIV, que estava ganhando corpo no país.

Para dar condições de expansão da raça, a Grama investiu com os parceiros em variabilidade genética no berço desse taurino com características tropicais, a ilha de Saint Croix, onde buscou sangue raro e exclusivo para um projeto denominado Isla Senepol. Foi mais ou menos na mesma época em que a Grama recebeu da SCBA uma comenda como reconhecimento pelos seus relevantes serviços prestados ao Senepol, o troféu Mario Gasperi, que tem o nome de um dos fundadores da raça em Saint Croix.

Troféu Mario Gasperi conferido à Grama Senepol pelos seus relevantes serviços à raça.

Além disso, e do pioneirismo do programa de avaliação de fêmeas jovens de diversos criatórios, outras ações notabilizaram a Grama ao longo dos anos. Um dos mais relevantes foi entender de onde vinha tanta adaptabilidade da raça. No próprio Safiras, um estudo para conclusão de curso descobriu que essa capacidade do Senepol vem de sua glândula sudorípara mais parecida com a de um zebuíno que com a de um taurino, o que permite maior capacidade de troca de calor com o ambiente.

GRAMA 473

Esse e outros temas fizeram parte da evolução dos estudos que a Grama introduziu para atender com os parceiros a necessidade de mapear cada fêmea que passou a ter um grande valor no mercado, como ficou constatado em leilões que a própria Grama liderou com o nome Parceiros do Senepol e Safiras do Senepol. Cada selecionador integrante do grupo podia negociar seus animais dentro dos leilões chancelados pela prova com o melhor que se produzia no Safiras. Tanto a Grama trabalhou com as parcerias que somente quando completou 15 anos de seleção é que foi realizar o seu primeiro leilão próprio. Até ali, contribuiu para o crescimento da raça não somente em volume, mas na qualidade que a ABCB-Senepol foi certificando para dar solidez a essa evolução. Essa blindagem de regulamentos que o corpo técnico da associação criou para manter o padrão da raça, visando sempre à manutenção de suas aptidões produtivas, reconheceu em JR Fernandes um grande propulsor. E o titular da Grama foi o primeiro técnico a ser nomeado membro vitalício do Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da ABCB-Senepol.